Brasil ou quando os ratos abandonam o barco

comunica tudoUm governo à deriva. Ainda queremos saber qual a novidade que este presidente trouxe para o bem de toda nação.
Já dizia o maestro Tom Jobim que este país não é para amadores e Bolsonaro parece que recebeu, após a sua vitória em Outubro, um brinquedo que parecia fácil de mexer e manipular. Ele esquece que este “brinquedo” que recebeu em Janeiro é complexo de manejar. Tem que respeitar as regras nele escritas para saber governá-lo.
Até entendo os motivos que levaram os eleitores a elegerem Jair Bolsonaro. Estavam decepcionados com a esquerda brasileira e com toda a razão. Foram levados por promessas fáceis de serem digeridas, mas o Brasil vai além de ser somente uma nação que não só comporta princípios e valores cristãos e judaicos. Somos um povo multicultural e o chefe de Estado tem que saber lidar com as complexidades desta nação, sabendo respeitar quem nela habita.
Estamos testemunhando sucessivos erros ridículos. Nem a cúpula ministerial escapa dos vexames. No ministério, há de tudo um pouco. A ala ideológica tem ministro das relações exteriores que afirma que o nazismo foi obra da esquerda. A outra ministra, que parece não ter tratado dos traumas de abusos sexuais, consegue sentir o cheiro de sexo em todos lugares. Nem a personagem do desenho animado, a Frozen, escapou da estupidez da ministra. O ministro da educação é um caso a ser estudado. Tudo o que parece haver de pior está reunido neste governo e tudo poderá acontecer para alterar as nossas vidas.
Em cincos meses de governo federal, parece que o barco começa estar à deriva e os ratos e outros roedores começam a abandonar o navio. O que tinham de comer e corroer já foi feito. O desmonte já começou . Universidades estão perdendo a autonomia e os recursos devidos para pesquisas. A maior empresa de aviação do mundo foi vendida e comemorada, para o bel prazer do mercado financeiro. O salário mínimo foi desvinculado da inflação e estamos perdendo o poder de compra e mesmo assim, o presidente, com a cabeça voltada para o século XX, ainda persiste em afirmar que o comunismo é a nossa maior ameaça para o país. Estamos com problemas suficientes para serem resolvidos e o presidente fica preocupado com a possível volta da ex-presidente da Argentina ao poder .
Quem o elegeu deve estar ciente que está carregando sangue nas mãos. Pactuaram com as perdas de direitos que, por leis, foram aprovados na nossa constituição. Ainda há tempo para se arrepender e não ficar de braços cruzados, semelhantes àqueles que quando assistiram a Ascenção da República ficaram paralisados perguntando o que aconteceu.
Bolsonaro poderá ficar igual a Jânio Quadros: sozinho e isolado.
(Fábio Nogueira: aluno/professor voluntário de Pré vestibular comunitário)

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