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BNDES é alvo de protestos mundiais contra hidrelétrica Belo Monte

A campanha contra a construção da hidrelétrica Belo Monte, no Pará, irá questionar o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) durante os protestos previstos desde o último sábado (20/08). O custo previsto da Belo Monte (R$ 26 bilhões) é superior ao de todas as obras programadas para a Copa do Mundo. Mais de 80% do valor será financiado pelo BNDES.

A campanha contra a construção da hidrelétrica Belo Monte, no Pará, irá questionar o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) durante os protestos previstos desde o último sábado (20/08). O custo previsto da Belo Monte (R$ 26 bilhões) é superior ao de todas as obras programadas para a Copa do Mundo. Mais de 80% do valor será financiado pelo BNDES. Baixe o panfleto e participe.

Os atos exigirão paralisação da hidrelétrica por altos custos sociais e ambientais, na semana em que o MPF impetrou a 13ª Ação Civil Pública contra Belo Monte, por danos irreversíveis à natureza e consequente deslocamento de comunidades indígenas. A iniciativa foi organizada a partir das redes sociais.

Além do Brasil, cerca de 20 cidades em 16 países do mundo – entre eles Irã, Turquia, EUA, Noruega, Austrália, Alemanha, Inglaterra e País de Gales –, promoveram atos e protestos contra Belo Monte hoje (22) em frente às embaixadas e consulados brasileiros.

Para baixar o panfleto contra o financiamento público da obra clique aqui.

O BNDES vai financiar 80% do montante necessário para construir a usina, com juros bem abaixo do mercado e prazo de 30 anos para pagar. Este é o maior financiamento da história do BNDES, um banco público que tem privilegiado o interesse das grandes corporações em detrimento de atuar como um agente para a superação da desigualdade social no Brasil (o que poderia ser feito com investimentos robustos em saúde, moradia, educação, saneamento, etc).

Belo Monte gerará, em média, somente 39% dos 11 mil megawatts que o governo promete. Técnicos informam que é necessário produzir no mínimo 55% para uma usina ser viável economicamente. Na seca do Xingu, a produção da hidrelétrica será ainda menor e, para os manifestantes, não justifica o financiamento público.

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