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Em uma só voz, gritamos: ‘Quem mandou matar Marielle Franco?’

Fotos e texto: Adriana Medeiros 

Dia 14 de março completou-se um ano da morte de Marielle Franco, vereadora executada por milicianos conhecidos, suspeitos de estarem envolvidos com parlamentares e com o executivo federal e estadual. Completou-se também um ano sem justiça, sem respostas, abalando a credibilidade nacional e internacional de nossas instituições de governo, órgãos de justiça, de segurança pública e defesa da soberania nacional. Isso porque o atentado aconteceu em plena intervenção militar no Rio de Janeiro.

Este um ano de luto foi também um ano de luta: movimentos sociais, sociedade civil no Brasil e no mundo alinharam suas bandeiras contra essa injustiça e contra o extermínio do povo brasileiro. Em especial as mulheres, LGBTI, negrxs, indígenas, trabalhadorxs e a Constituição de 1988. Em uma só voz, gritamos: “Quem mandou matar Marielle Franco?”

Justiça para Marielle.1 ano de morte. Foto: Adriana Medeiros

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Nota do MTST-RJ: Prefeitura de Niterói é igual feijão, só funciona na pressão!

MTST-RJ cobra da Prefeitura de Niterói a construção de casas populares

Na manhã de terça-feira, 19 de fevereiro, diversos sem teto de comunidades de Niterói fizeram um protesto em frente à prefeitura, exigindo a reabertura das negociações para a construção de suas moradias. No ano passado, a prefeitura se comprometeu com o início do projeto das casas. Até agora, nada foi feito.
Niterói tem muita gente sem casa. São vítimas de desastres, despejos, gente que mora de favor, em área de risco ou aluguel abusivo. São famílias do Sape, Largo da Batalha, Cantagalo e região. Eles exigem da Prefeitura moradia com dignidade e segurança. Querem os laudos e estudos prometidos, além do início do projeto de casas populares.
Neste momento, uma comissão está negociando com a Prefeitura. Em breve traremos mais informações.
[Fonte: MTST-RJ]

Janelas da Alma e outros Voos – mostra apresenta fotos do carnaval e festas populares

Por Adriana Medeiros – blog Vozes das Comunidades 

Foto de Yasmin Barros

O coletivo Favela em Foco completa 10 anos! A festa já começou: dia 8 de fevereiro foi inaugurada a exposição fotográfica do projeto “Folia de Imagens”, no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica, centro do Rio de Janeiro, praça Tiradentes. Estão todxs convidadxs!

Quem é o coletivo Favela em Foco? Enquanto o mundo comemorava o aniversário de 20 anos sem o muro de Berlim, em 2009, no Complexo da Maré um grupo de fotógrafos começava a documentação sobre os muros que o governo criava para separar e conter as histórias de vida dos moradores de periferia dos moradores da cidade. Foi o primeiro voo do recém-nascido coletivo: janelas da alma para atravessar o muro da vergonha no Rio de Janeiro!
O grupo se expandiu e hoje conta com fotógrafxs de vários cantos do Rio de Janeiro – zona norte, oeste, sul – e colaboradores em outros estados, como Recife e Maranhão. “O favela em foco não é só favela! Nós discutimos os direitos na cidade”, afirma Elisângela Leite.

E o que o projeto Folia de Imagens tem a ver com tudo isso? Em 2012, novas janelas se abrem com o projeto “Folia de Imagens”. Ele reúne fotos sobre o carnaval e festas populares que, para além da alegria, também representam subversão dos sagrados e dos limites dos territórios. O processo de criação fotográfica é coletivo e compartilhado entre fotógrafxs e fotografadxs. De novo um voo que atravessa o limite: as fotos surgem do envolvimento, do vínculo, do respeito pelos fotografadxs, que também decidem como serão apresentados nas imagens. Constrói-se, assim, um banco de imagens e memórias que “voam” pelas janelas e permanecem nas lembranças locais.

Serviço
Exposição Folia de Imagens

Onde: Centro Cultural Helio Oiticica – Rua Luís de Camões – 68 – Centro/Praça Tiradentes – Rio de Janeiro
Quando: De 08 de fevereiro a 30 de março/ de segunda à sábado – 12h às 18h
Como chegar: acesso por ônibus, metrô e VLT.
Contatos:
– Favela em Foco: favelaemfoco@gmail.com/ foliadeimagem@gmail.com
Face: https://www.facebook.com/FoliadeImagens
Instagram: #foliadeimagens
Blog: https://favelaemfoco.wordpress.com/
Centro Municipal de Arte Helio Oiticica: cmaho.cultura@gmail.com / (21) 2242-1012 (12h às 18h)
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE.

‘Ocupa Vila Autódromo’: atividades marcam a luta da comunidade por direitos e contra a remoção      

Foto feita por Leon Diniz

No último sábado, 9 de fevereiro, uma série de atividades realizadas na estação de BRT do Parque Olímpico lembrou o histórico de resistência da Vila Autódromo. As intervenções culturais também tiveram o objetivo de cobrar que os direitos dos moradores sejam respeitados e o acordo com a Prefeitura seja totalmente cumprido. Até hoje não foi concluído o projeto de urbanização prometido. E os moradores, que se mudaram para o Parque Olímpico, estão acumulando dívidas que deveriam ser pagas pela Prefeitura. No dia da atividade, a comunidade estava sem luz, situação que, segundo os moradores, se estendia desde quarta-feira.

Foto feita por Leon Diniz

Ao final do dia, foi lançado o livro “Viva a Vila Autódromo: o Plano Popular e a luta contra a remoção”, que conta toda essa história. Os artigos ali reunidos abordam o processo de construção coletiva do plano popular, feito pelos moradores com o apoio de professores e pesquisadores da UFRJ e da UFF. O objetivo era apresentar uma alternativa ao projeto de remoção apresentado pela Prefeitura, mostrando que a comunidade não precisava ser removida e merecia passar por melhorias. “Foi um projeto feito por nós, segundo nossos desejos e direitos. Foi um projeto não só da Vila Autódromo, mas pelo direito pleno à cidade”, lembrou Inalva Mendes. “A gente não pode deixar os políticos imporem suas vontades, porque quem sabe o que é melhor para a gente somos nós”, completou Jane Nascimento. Por fim, Maria da Penha comparou a luta da Vila Autódromo a uma colcha de retalhos, devido aos muitos apoios e manifestações de solidariedade que os moradores receberam.

O livro “Viva a Vila Autódromo: o plano popular e a luta contra a remoção” custa R$ 50,00 e em breve estará à venda no Espaço Gramsci: Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia.

Caso Brumadinho: Manifestantes dizem que não foi acidente, foi crime

#Ocupa Vale – RJ, Botafogo,28-01-2019. Fotos de Adriana Medeiros

 

 

[Por Adriana Medeiros – Vozes das Comunidades] Atos em solidariedade às vítimas da tragédia de Brumadinho (MG) começam a acontecer em outros estados do Brasil. No Rio de Janeiro, um ato de protesto em frente à Vale, organizado por movimentos sociais e sociedade civil, criminalizou a empresa. O crime flagrante já contava então com 60 mortos e cerca de 300 desaparecidos em 4 dias de resgate. A lama contaminada ainda pode chegar ao Rio São Francisco, tornando o crime reincidente de rompimento de barragem da Vale – a maior mineradora no Brasil e dita a mais segura – um desastre sem precedentes na história do Brasil e alertando para futuros riscos, inclusive em outros estados. A privatização, aliada ao financiamento dessas empresas a campanhas políticas, foi apontada como a base dos danos irrecuperáveis ao meio ambiente e muitas mortes humanas.

O protesto foi realizado no dia 28 de janeiro.