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Dia Nacional  da Luta Antimanicomial

 

O dia 18 de maio foi instituído como Dia Nacional da Luta Antimanicomial no Brasil, em homenagem à luta dos profissionais de saúde por um tratamento mais humano aos usuários do sistema de saúde mental. Seu objetivo principal era o fim das instituições manicomiais e, o desenvolvimento de serviços de saúde abertos, para além dos muros de hospitais psiquiátricos considerados na época como hospícios e manicômios. Pessoas com problemas de depressão, alcoolismo, mulheres, presos políticos e, todos aqueles que, de uma forma ou de outra, não se adequavam aos padrões de moralidade impostos pelos considerados “bons costumes”  na época, eram internados nessas instituições. O movimento da luta antimanicomial e a reforma psiquiátrica, começa na Itália com Franco Basaglia que era médico psiquiatra e, foi o precursor do movimento de reforma psiquiátrica italiana conhecido como Psiquiatria Democrática. No Brasil, o Movimento da Reforma Psiquiátrica se iniciou no final da década de 70, em pleno processo de redemocratização do país e, em 1987 teve dois marcos importantes para a escolha do dia que simboliza essa luta, com o Encontro dos trabalhadores da saúde mental, em Bauru/SP, e a Primeira Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília. O Movimento da Reforma Psiquiátrica resultou na aprovação da Lei 10.216 de 06 de abril de 2001, nomeada “Lei Paulo Delgado” que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência. Este marco legal estabelece a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos, abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação. Atualmente, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são os protagonistas no cuidado à pessoa com transtorno mental. Muito ainda há por fazer e refletir na data pensando em atitudes práticas frente às pessoas com transtornos mentais e que devem ser inseridas na comunidade. Isso já é um grande início. 

 

Referência: Biblioteca virtual  de saúde e publicações de enciclopédias da internet. 

 

Ser mãe é

Ser mãe é…

quer dizer, 

eu  em minha humilde ciência

tentarei explicar 

Algo que se fez ciência

e sempre fará

com a arte do gestar

 

Ser mãe até que parece

tarefa fácil, com jeito fácil

e forma fácil de fazer 

Mas se torna difícil a partir de

uma experiência única

Carregar uma sementinha

que ao final  virou um pé

Pé de gente claro

porém, jamais deixará

de ser sementinha 

Para aquela mãe

que com tanto carinho

decidiu cuidar 

do fruto  do seu ventre

 

Jamais desconsidere uma mãe

Não a  deixe sem um lar

um lugar para ficar

Que triste foi o maior nascimento

onde a Mãe do salvador 

teve que andar de lugar em lugar

atrás de uma estância

Lhe restou apenas o estábulo dos animais

Mas não teve problema não 

afinal mãe é mãe

Ela dá  o que tem 

e  oferta o  que dá

 

Deixemos as mães serem mães

é um dom, apenas dom

que elas vão  aprendendo 

ao tempo que vão  vivendo 

o fruto do seu  gestar

 

Há mães que sofrem sim 

Verdade seja dia e acontece

Meses de gestação 

anos de cuidado 

E aquele menino, aloprado 

foi  se meter com o crime

Achou que mãe era a rua

Totalmente equivocado

Ficou preso, foi condenado 

mas, mãe é mãe

Foi la no  presidio

Vê-lo chorar 

E chorar a suas agruras

Não fique aqui mãe, disse o homem

Você não merece

Merecer o que? 

Se o que se quer é dar amor!

Amor de mãe 

mãe é mãe! 

 

Também  é mãe daquele

Que orgulho também tem

Daquele que acabou  de se formar

e a ela decidiu seu titulo dedicar

E escreveu:

“a minha mãe, com todo meu respeito

que de sol a sol me fez doutor”

Uma lagrima nela caiu

fruto da roupas molhadas 

que levaram chuva de ano a ano

E ele está aí

Cuidado, criado

E até doutor foi  formado

 

A minha mãe, minha senhora

Munha eterna gratidão!

A sua?.. Eu não  sei! 

Mas o que sei 

é que pra sempre

Ela se intitulará

Sua mãe!

Sua eterna mãe!

Para sempre será sua mãe!

 

Dedicado as grandes mães

As minhas referencias

Dona Sandra Regina,

Regina Francisca

e  Ariane Cristina

Que em um sopro de vida,

se tornará mãe, muito em breve. Do nosso fruto.

 

Júlio César Marques de Aquino – Julio Casé  

 

 

As cores de Fevereiro no calendário da saúde

Nos últimos anos, alguns meses foram sendo associados a cores. Começou com o Outubro Rosa e, continuou com o Novembro Azul. Depois, vários outros surgiram. As cores são símbolos assinalados em campanhas de conscientização sobre doenças. O Fevereiro roxo e o laranja também fazem parte deste grupo de conscientização.

No caso do Fevereiro Roxo, mês da conscientização fala sobre  o Lúpus,  a Fibromialgia e a Doença de Alzheimer.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune, ou seja, ocorre quando o próprio sistema imunológico de uma pessoa passa a atacar órgãos e tecidos do próprio corpo como se fosse um desconhecido. Ocorre uma autodestruição consecutiva do corpo

A doença de Alzheimer é um tipo de demência, que leva a uma diminuição, lenta e progressiva da função mental, onde afeta a memória, o pensamento, o juízo e a capacidade para aprender.

A fibromialgia é uma síndrome pouco conhecida, que causa dor, fadiga e dificuldades cognitivas.

Por sua vez, o Fevereiro Laranja marca a conscientização sobre a Leucemia e a importância de ser um doador de medula óssea. Estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que a leucemia é o 9º câncer mais comum no sexo masculino e o 11º câncer no mundo feminino. 

A dica de ouro é que vale a pena pensar em prevenção para evitar complicações graves para cada uma das doenças apresentadas.   

Referencia:

  1. Manual MSD. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br.

O corpo em que ela Habita

 

Há dias que a sua saúde não anda nada boa. Tonturas, fraqueza e indisposição, a levaram para uma cama que, já preocupa seus pais por sua atitude.  Mesmo adoecida, ela insiste em não querer comer. “Pode engordar”, disse ela, A mãe a observava na cama, gravemente emagrecida, olhos fundos e sem forças para mover-se.

Ela sempre foi  uma menina vaidosa e, acompanhava as tendências da moda do momento que passava na TV. O primeiro descontentamento foi com o nariz. “Parecia uma batata”, dizia. Foi-lhe concedido a sua solicitação insistente, a cirurgia para correção porém, a seguir, foram os perfeccionismos das orelhas, das mamas, do abdome, ocorrendo o remodelamento corporal compassadamente.

As idas frequentes ao consultório médico, estimularam a hipótese de Bulimia e Anorexia. As estratégias apresentadas para não alimentar-se, confirmava o diagnóstico. Estava sendo convencida pela sua enferma saúde mental. Aos poucos foi  definhando-se,  perdendo  amizades próximas e necessitando de auxílios médicos cada vez mais rotineiros.

Em uma consulta psiquiátrica, o Transtorno  Dismórfico Corporal foi-lhe o diagnóstico dado. O mesmo que a psicóloga sempre suspeitou. Ela, sem sombra de dúvidas estava gravemente adoecida. 

Para ela, para os amigos dela, para a mídia ditadora da moda, para os pais que não veem ou fingem não ver, para a equipe de saúde que não se sensibilizou, para os colegas de escola e do trabalho que insistem em manifestar e saborear os prazeres do Bulling enfim, para todos aqueles que buscam saúde do estereótipo em troca da doença do corpo precisamos falar hoje, amanhã e sempre sobre saúde mental.

Ou simplesmente vislumbraremos mais adoecimentos deles nos seus corpos que habitam.

A felicidade é um problema individual

 

“A felicidade é um problema individual”.

Realmente Sigmund Freud já deveria ter as suas convicções quando decidiu escrever essa frase. Eu no meu canto, sozinho, em busca da felicidade o imaginava.  Ele, o pai… Da Psicanalise, da análise da mente. Depois de muitas entrevistas poder chegar a essa conclusão e claro, que isso se deu há alguns anos atrás. No mínimo, essa conclusão surgiu dele, por si só, ao verificar que a receita pronta da felicidade não seria a solução. De nada valeria aconselhar para tentar colocar a felicidade goela adentro em um indivíduo. Os conselhos definitivamente não valem a pena. Podem até momentaneamente acrescentar mas não modificam completamente o destino do outro. Não acredita na minha análise? Pergunte você mesmo a um psicólogo e, chegue individualmente às próprias conclusões. Não busque a felicidade e sim, faça-a acontecer. Ela é individual podendo ser dividida a partir de você, se você claro, estiver feliz. Isso não é conselho. Repito, não é um conselho Pode ser usado ou não a partir de suas próprias convicções.

A felicidade é um problema individual. A vida e a saúde também. As decisões encontram-se frente a essas conclusões. Eis que um dia, dormimos tristes e, acordamos felizes, saudáveis e ricos, quer dizer, envolvidos em uma sensação  de plenitude adquirida a partir do desejo  de ser feliz e colocá-la em prática.

Seja feliz sozinho. Plante sua própria semente. Regue-a diariamente. Colha seus frutos e no final se orgulhe de tê-lo feito. Vale como uma sugestão. Depois me conta como foi o passeio. Eu estarei esperando que você esteja feliz nesse dia.

Um homem para chamar de Pai

Ainda sinto e lembro através de minhas faculdades mentais, os bons momentos de minha infância. Ainda sinto cheiro do café sendo  preparado com o seu despertar bem cedinho. Ele costumava levantar muito  cedo e dizia que todos deveríamos fazer o mesmo. Ficar até tarde na cama era perda de tempo e, que no  futuro iriamos entender que ele estava certo. Ainda sinto sua mão gelada de lavar a louça do  dia anterior, tocar no meu pescoço para levantar para ir a escola. Aqueles invernos rigorosos de São  Paulo que se desejava não existir escola. Ele tocava e falava com suavidade o anúncio de que eu  precisava levantar para ir a escola mas, aquela ação misturada com o intenso desejo de não  levantar pelo clima frio dava uma ira que fazia qualquer um perder o sono e levantar, só de raiva. 

Ele não foi um homem de sucesso. Não para os grandes analistas. Daqueles que apareciam na televisão. Dos que moravam em uma casa luxuosa, tinha um carrão daqueles de invejar as pessoas na rua, um mega trabalho dos que dava uma boa renda e que anualmente permitia uma viagem para Disney ou excursão para os grande parques de diversões brasileiros. Ao contrário. Aquela casa de madeirite pintada a óleo diesel queimado para evitar que os cupins a consumisse com o tempo, com o chão liso a base de cimento  queimado  e “xadrez” colorido dava um aconchego  para os três filhos e sua esposa. A bicicleta “Barra Forte” com breque de pé para-lamas e um selim coberto com uma capa do time do  Santos o transportava diariamente muitos quilômetros, fizesse chuva ou sol. A capa de chuva o acompanhava.  Como não  sobrava dinheiro, a diversão ficava em tomar um bom banho  de maré com direito a almoço com frango cozido  e farofa preparada pela mãe.

Sempre pudemos estudar e, trabalhar, somente quando  optamos pelo início. Ele nunca parou para ensinar o alfabeto ou mesmo ler e escrever. Seu estudo, como  dizia ele, não alcançava para ensinar. mas, matemática básica, era com ele mesmo. Dava o orçamento de uma construção em  minutos com todos materiais para comprar e o valor da obra. Não  costumava errar. Com relação  aos ensinamentos da vida, ele era um autêntico  professor e ainda segue sendo.   

O tempo foi  passando  e fomos ficando adultos porém  com  algumas imprecisões dignas de adolescentes  e adultos jovens. Ele sempre que podia e tinha oportunidade, fazia suas correções. Nunca precisou levantar quer seja um chinelo, cinto ou outro tipo  de agressão para entendermos seu descontentamento a respeito  de algo errado que pudéssemos ter feito, Mesmo em seus auges de bebedeiras que anos mais tarde foi abolida completamente, tornando-o um homem mais digno e próspero. Pôde comprar sua motocicleta e facilitar seus longos deslocamentos que a fiel Barra Forte lhe havia servido até aquela data. Em casa, quando estava e, nos via estudando, não  entendia por que era necessário  tantas horas de sentado desvendando os segredos que cada matéria oferecia mas interferiu e, isso nos deixou avançar um futuro mais confortável. 

Apesar da falta das consideradas “necessidades” que em muitas famílias é demonstrada para os herdeiros, ele conseguiu  criar os seus filhos com pouco  ou, quase nada. Mostrou com sua humildade que o homem não  precisa de muito  para viver e ser feliz e, que só é possível  compartilhar algo,  quando ele existe duplicado em sua vida. Não  é possível compartilhar algo do que não  é seu. 

Ele ainda segue nos ensinando, segue em suas considerações infalíveis e, enquanto ele permanecer no planeta fisicamente, seguirei pedindo  seus conselhos. Cada conversa com ele é um novo conhecimento ou a sensação de que estou protegido com o grande homem. Um “rei leão”. Aquele que me permitiu a partir de meus primeiros passos  e primeira palavras não  chamá-lo pelo nome e sim, de Pai. E eu me orgulho disso.