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Atitudes positivas

Desde há já algum tempo, venho meditando sobre atitudes que possam melhorar o meu modo de enfrentar dificuldades em geral, e em particular, de convivência. Isto me levou, entre outras coisas, a pensar com frequência na Oração da serenidade, que pede serenidade diante do que não se pode mudar, coragem para mudar o que estiver ao alcance, e sabedoria para distinguir uma coisa da outra. Nessa mesma oração, há um apelo para que a pessoa viva um momento de cada vez.

Nestes mesmos dias, coincidentemente, veio-me às mãos um artigo da “Psicologia positiva”, que nada tem a ver com o behaviorismo, mas que destaca a importância de focalizarmos a atenção no que funciona, no que está bem, nas pequenas coisas belas e boas à nossa volta, além de valorizar o bom humor e a gratidão. Achei interessante esta convergência de textos, ambos pequenos.

Breves textos, palavras concisas, sem ânimo doutrinário ou proselitista, propagandístico. Alguma vez, li que meditar é mudar a atenção e mantê-la mudada. Creio que, a partir do que estes dois textos sugerem, surge uma oportunidade. Conviver com pessoas que nos desagradam, é uma situação bastante comum. Focalizar a atenção em pessoas agradáveis na mesma casa, na mesma família, pode ser uma possibilidade de mudar a atenção para o que está bom, para o que faz bem. Pensar, por exemplo, no quanto nos alegra uma pessoa querida que mora conosco, ao invés de pensar na pessoa desafeta.

Agradecer pela saúde que temos, por estarmos vivos, pelas coisas aprendidas ao longo da nossa vida. Valorizar o respirar, o ter os sentidos em funcionamento, o sermos capazes de fazer coisas para o nosso bem e dos demais. Pôr a atenção em uma coisa de cada vez, um momento por vez, como ensinaram Gandhi e Jesus. Não gostaria que as referências a Jesus e Gandhi soassem como apelações ou formas de pressão. Apenas que a Oração da serenidade, tanto como estes dois seres de amor, de justiça e de bondade, nos dão um toque: um momento a cada vez.

Partilho estas reflexões não com a intenção de sugerir comportamentos, mas de evidenciar tentativas de melhorar a vida, melhorar o modo de convivermos com as dificuldades. Não podemos moldar o mundo externo ao nosso bel prazer, mas podemos, e é disto que se trata, mudar atitudes, a atenção, para sermos mais felizes.

O artigo sobre a Psicologia positiva: http://www.clarin.com/sociedad/psicologia-positiva-enfoque-lograr-bienestar_0_616738454.html

Por Rolando Lazarte

Escritor e sociólogo. Terapeuta Comunitário. Professor aposentado da UFPB. Membro do MISC-PB Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/

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