‘The Silvas’ faz Canecão pegar fogo no Rio de Janeiro
Gilberto Rocha Filho, 20/06/2001, para a revista Consciência.Net

Dia 18 de junho a banda The Silvas, formada pelo produtor e guitarrista Liminha, pelo baixista Dé e pelo baterista João Barone, fez o Canecão pegar fogo. O show, que faz parte do projeto MPBR de encontros musicais a R$ 10,00, foi o melhor dos últimos tempos.

Liminha começou o espetáculo dizendo que o show era dedicado ao Titã Marcelo Fromer. Logo nas primeiras músicas o público notou que estava diante de uma orquestra de ‘surf music’. A banda, que contou com a participação de Daniel Farias na guitarra-base e do saxofonista Henrique Band, iniciou com “ Misirlou”, de Dick Dale, e em seguida entraram os convidados gaúchos do Comunidade Ninjitsu. Entre os gaúchos e o desastre que foi o segundo convidado (DJ Biju), os Silvas presentearam o público com o clássico “Pipeline”. Supla também cantou duas músicas e saiu correndo para não perder a ponte aérea para São Paulo.

A partir daí o Canecão, que já havia dado vexame atrás de vexame com o som – começou mal com o baixo de Dé praticamente mudo –, ficou sem microfone. Por diversas vezes os convidados tentaram falar e, quando o microfone não estava mudo, estava dando interferência. Mesmo assim Frejat e Samuel Rosa, vocalista da banda mineira Skank, fizeram ótima apresentação, acompanhados sempre pelos mestres Dé, Barone e Liminha.

No final do show subiu ao palco Branco Mello, que cantou várias músicas dos Titãs, variando entre antigos sucessos e músicas inéditas como a pitoresca – segundo o próprio Branco – “Não quero mudar” e “ Eu não presto”.

Já no ‘bis’, todos no palco parabenizaram The Silvas, que já nasce com uma ótima base no baixo, um excelente guitarrista e o melhor baterista do Brasil.

GRF

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