Sex Pistols vai para as telas do cinema
    Os Sex Pistols, "bad boys" do punk rock, estão ganhando uma respeitabilidade que jamais teriam podido imaginar duas décadas atrás, quando eram tão polêmicos que o título de seu maior sucesso figurava nas paradas como uma linha pontilhada, sem nada escrito. Vai estrear dentro em pouco em algum cinema de arte perto de sua casa o filme The Filth and the Fury, um documentário estridente sobre a ascensão e queda do quarteto britânico.

    Rock'n'roll e rebelião são coisas que andam de mãos dadas, mas é fácil esquecer o impacto que os Sex Pistols tiveram na Grã-Bretanha em 1977 - uma época em que as pessoas usavam calças boca-de-sino e as paradas eram dominadas por dinossauros do rock como The Eagles, Rod Stewart e a Electric Light Orchestra.
    Quase tão importantes quanto tudo isso eram as greves e os tumultos que faziam parte do cotidiano britânico, de modo que No Future era mais do que apenas um refrão do anti-hino nacional God Save the Queen, dos Sex Pistols. Foi então que chegou a revolução punk, tendo à sua frente quatro rapazes da classe operária e de baixo nível de instrução, um deles ex-ladrão de residências, que cuspiam na cara do establishment britânico e faziam as coisas à moda deles. Um comentarista com imaginação ultra-ativada chegou a avisar que os Pistols eram uma ameaça maior à sociedade do que o comunismo ou a hiperinflação.
    Os Sex Pistols falaram palavrões ao vivo na televisão nacional, foram proibidos de se apresentar em estações de rádio e salas de espetáculos e expulsos de duas gravadoras. Um de seus integrantes, Sid Vicious, morreu de overdose enquanto aguardava julgamento pelo assassinato de sua namorada. Tudo isso em apenas quatro anos, e de tudo isso saiu apenas um álbum: Never Mind the Bollocks -- Here's the Sex Pistols, de 1977.

Fonte: Reuters


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