A “volta da Maldita” e eu, por Luiz Antonio Mello
    Escrevo este esclarecimento porque recebi muitos e-mails de ouvintes da ROCKNET perguntando se eu faço parte da chamada "volta da Maldita". Não. Não faço parte. Não faço parte, e em nenhum momento fui informado, comunicado, avisado pela direção da rádio sobre a existência do projeto. Teria que ser avisado? Não, eles não tem que dar satisfações a ninguém.

    Soube da "volta da Maldita" através de e-mails de ouvintes da ROCKNET, alguns questionando se a Fluminense AM pode juridicamente utilizar o nome "Maldita". Pode sim. Apesar de ter sido criado por mim, Serginho Vasconcellos e Amaury Santos na madrugada de 1° de março de 1982, o slogan "Maldita" está registrado no INPI pelos donos da Rádio Fluminense. Ou seja, a "Maldita" é deles, como os discos de Jimi Hendrix foram de terceiros, e não dele, durante anos e mais anos.
    Muita gente pergunta se estou revoltado, indignado, enfurecido com a situação. Não, não estou. Tanto que até e-mail para lá mandei, desejando boa sorte, oferecendo músicas e sugerindo programas. Por que? Porque sou assim mesmo, o que uns classificam de altruísta e a maioria de babaca. Estou triste, estou sim, pois esperava pelo menos um telefonema do tipo "Luiz Antonio, vamos botar uma rádio chamada Maldita no ar no dia tal". Eu espero e vou seguir a vida esperando atitudes bacanas das pessoas. Fora isso não acredito em volta de "E o Vento Levou", "Beatles", "Led Zeppelin", Leonardo da Vinci, Carlos Lamarca, Renato Russo, e, obviamente, da Maldita. Por que? Porque o tempo não pára, e como bem escreveu Nelsinho Motta "nada do que foi será/ de novo do jeito que já foi um dia".
    Minha história com a rádio Fluminense FM, a verdadeira Maldita, está integralmente publicada em meu livro A Onda Maldita – Como Nasceu e Quem Assassinou a Fluminense FM, 364 páginas, cuja nova edição já está à venda no portal Grandes Autores (http://www.grandesautores.com.br). É só acessar, fazer o cadastro e o livro chega as suas mãos. E vai ser última edição, pois ou eu enterro a verdadeira Maldita ou ela acaba me trucidando, pois esse mito me assola há mais de duas décadas. Vai fazer 20 anos em 2002!!!!! Adoraria distribuir esse livro para todo mundo, de graça, mas isso é impossível pois até motocicleta vendi para fazer essa edição. Afinal, trata-se de uma edição independente, e por isso livre!!!!!!! Conto muito com todos vocês na divulgação deste trabalho que me custou duas úlceras no estômago, 17 cálculos de vesícula e uma mesa de cirurgia. Aline Rios, que fez o livro comigo, também foi no limite do stress. Mexer com a "minha" Maldita é mexer com a minha vida, melhor dizendo, com os diamantes de minha vida.
    Está clara a minha posição? Se está clara, por favor enviem esse texto para o maior número possível de pessoas. É um pedido. Forte abraço.

Luiz Antonio Mello é jornalista e foi um dos idealizadores da Rádio Fluminense FM, no início dos anos 80.

Fonte: Rocknet


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