Esquece nosso amor, vê
se esquece
Porque tudo na vida acontece
E acontece que eu já
não sei mais amar
Vai sofrer, vai chorar,
e você não merece
Mas isso acontece
Acontece que meu coração
ficou frio
E o nosso ninho de amor
está vazio
Se eu ainda pudesse fingir
que te amo
Ah, se eu pudesse
Mas não posso, não
devo fazê-lo
Isso não acontece
As Aparências Enganam
(Tunai/Sérgio Natureza)
As aparências enganam
Aos que odeiam e aos que
amam
Porque o amor e o ódio
se irmanam
Na fogueira das paixões
Os corações
pegam fogo
E depois não há
nada que os apague
Se a combustão os
persegue
As labaredas e as brasas
São o alimento, o
veneno, o pão
O vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão
Sonhos vividos de conviver
As aparências enganam
Aos que odeiam e aos que
amam
Porque o amor e o ódio
se irmanam
Na geleira das paixões
Os corações
viram gelo, e depois
Não há nada
que os degele
Se a neve cobrindo a pele
Vai esfriando por dentro
o ser
Não há mais
forma de se aquecer
Não há mais
tempo de se esquentar
Não há mais
nada pra se fazer
Se não chorar sob
o cobertor
As aparências enganam
Aos que gelam e aos que
inflamam
Porque o fogo e o gelo se
irmanam
No outono, nas paixões
Os corações
cortam lenha, e depois
Se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os
unira
Ainda vive, transpira ali
Nos corpos juntos, na lareira
Na reticente primavera
No insistente perfume
De alguma coisa chamada
amor
Enviadas por Patricia
Evans
Consciência.Net