Tua vida ainda sinto aos
braços
Ao fervor doce e fresco
da presença
À partida que não
rompe os laços
Da imortal chama, voraz
e intensa
Consome a mim, lenta fugidiamente
Toca as nuvens num caminhar
conciso
Desliza pura e plácida
em meu poente
Numa doce volta de teu paradisíaco
sorriso
Empluma as asas no leve sonho
Mergulha aos céus
um tom impávido
Florescendo a tez do semblante
risonho
Captura a essência
num eterno amálgama
De duas almas num fulgor
ávido
Da chegada e amor de quem
se ama.
Renato Kress | 15.12.00
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