| Crom
Quero quebrar o nariz de um jornalista da Globo, enfiar a má-fé dele pelo cu e tirar junto com as tripas pela boca engasgando sangue. Não me importam suas ordens, sua pasta de dentes, filhos em colégio caro, mulher querendo H.Sternices escrotas. Se prendem homens em containers e ele me babará o barro imundo da má-fé dos seus dias, virá com os brinquedos do filho, chute nos peitos – cospe filho de uma puta! -, com a avó morimbunda, soco na nuca – geme seu corno! – sobrinhos querendo Legotronic, pisadas 43 no joelho – fala mais, tô ficando com pena. Ri agora, ri, seu resto de merda! Quando crianças desaparecem viram matéria de gaveta pra serem soltas, belas borboletas, quando a governadora for mulher, preta e do PT, mas os brinquedos dos filhos dele não, esses não podem faltar. Quando velinhos são liberados desse mundo de merda por enfermeiras escrotas em Santa Teresa, ele faz de sério, enruga do lado dos olhos, franze testa e levanta sobrancelha, aponta dedinhos com caneta Parker (indignado!) e volta a sorrir falando de Copacabana – bairro da terceira idade. Talvez onde devesse ficar confinada, pra não encher o saco. Mas a vovozinha dele não, pra essa não pode faltar. Os gêmeos já caíram, mas façam suas apostas! Na envergadura das influências e do ganha pão quase tudo é fé bárbara em Crom e arranha-céus. Renato Kress | 3.8.02
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