minha alma é uma pétala
um campo de concentração,
um estio
uma perda em si mesma uma
incerteza
mal do medo de minha ex-natureza
minha alma é uma cépala
de frio
uma indignação
urrada no fio
da lâmina-capela em
toda aspereza
de filosofias vazias, de
esquiveza
na completa perda do não-eu
da máscara do mundo
que morreu
adeus medusa minha adeus
hoje sou o homem, não
filho seu
o homem novo, o homem-meu
esperando pela luz dos olhos
teus
Renato Kress | Fevereiro
de 1999
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