Poema de ninar semente-idéia do meu filho

À névoa branda de morno vapor
Cheiro de baunilha, creme de sonho ancestral
Produz, sob encomenda, bala de goma colorida,
Róseas bochechas e lácteos bracinhos
A fábrica etérea de um bebê imaginário.

Uma fralda-madrinha branca
Vela atentamente o sono infantil:
Nana em paz, neném, que o Bicho Papão já morreu 
                                                      de susto]
Ao descobrir que o mundo é um móbile rodopiando
suspenso sobre seu tenro bercinho.

Carol | 31.03.2003


Artes | Literatura | Carol
Consciência.Net