| Hamartia
Precisava
chorar todas lamentações, mas chegou a estiagem. Estancou
o olhar sob quilômetros de trapos brancos envoltos à cabeça,
deu de costas à bela cidade, intangível criança, amor
velho e antigo cão, e seguiu o rastro da tragável poeira
da estrada, sem filho-bengala, sem pouso à madrugada, nem esteira
para sesta. Pão amanhecido, ao desjejum asfixiava, não resistia,
na boca da esfinge segunda; quisera outrora, e ainda, intimamente, ser
trigo. Que pra ser alimento, não sabia, tinha de prover o tudo,
e não suar suor salgado, e não servir atentamente ao vão
(seria, entanto, insólito o arrependimento a altura dessas. Tenaz
era crença em deus Máquina, longas escaladas, injustas sendas,
cordão do títere. Premeditado inconsciente, o sofrimento
é sempre perfeita indumentária ao que não sobra vontade
de averiguar justos motivos de vestir capa qualquer). Desta maneira veio
a si a morte, pela deglutidora maravilha desértica. Entregue à
bocarra monstruosa, pereceu. Dente a dente.
Carol
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