| Panis et Circensis
Ana Rachel, 18 de agosto, 2003 A herança da Tropicália ainda resiste e provoca polêmicas e discussões, tamanha revolução na percepção da consciência social e musical que proporcionou. Intelectuais discutem com adjetivações para caracterizar o legado do tropicalismo. O jornalista Paulo Roberto Pires assinala o tropicalismo como uma ''bipolaridade melancólica'', no site nominimo.com.br, enquanto que Motta, autor de Noites Tropicais, rebate ao afirmar: ''Não vejo nenhum traço de melancolia no tropicalismo. Vejo exuberância, audácia libertária, humor debochado e até mesmo arrogância e intolerância, mas não melancolia". Em Feliz Ano Velho, Rubens Paiva também documentou o tropicalismo e o alastrou com uma visão juvenil e eficiente o bastante para difundir esse movimento para as gerações futuras, fazendo com que os jovens ouçam Tom Zé, Caetano, Chico Buarque e Gil de uma forma aguçada, apreciando o indizível do som daquela época, já que no surgimento da Tropicália, poucos tinham noção de que a música, além do rock, era o início de uma caminhada. Após 35 anos do Tropicalismo, Tom Zé diz-se herdeiro do que ele mesmo fez, mas arremata em perecimento ao considerar "Os Tribalistas" como notáveis sucessores do movimento, apesar dos mais críticos não verem nenhum caráter subversivo nos gorjeios de Marisa Monte.
Música | Ana Rachel
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