En Passent
 
Alexandrinos catedráticos esparramando rimas imperfeitas
num sacrilégio temático.
 
Vírgulas metafísicas niilistas
em desordem cabalista,
soflejando uma pacatez tísica
postergada por teus poros insalubres.
 
Ponto cego
de uma catarse
afixiada de si mesma
 
A favor do sexo sentido,
visível à insônia
do carmesim humano.
 
As aspas abraçam
o módulo do movimento imperfeito -
Espasmo colérico
da matriz cromática
da nu(mud)ança.
 
Nudez de versos prismáticos,
refletindo a ânsia monocor
de um minuto
em uma gota.

Ana Rachel e Helana Gurgel | 24.05.2003


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