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Adoro Te Devote

Adoro te devote, latens Deitas

Deus de Amor, nos pequenos Tu te escondes

Nos Sem-teto, nos Sem-terra, eis bem onde

Tu te encontras, ao seu lado Tu te deitas

Aos que nesta endemia míngua receita

Crescem as trevas, e os sentidos já são falhos

Filhos choram e já não há mais trabalho

Só lhes resta a esperança que lhes dás

Juntamente à ação de buscar paz

Só de Ti – eles dizem – é que me valho

 

Ao soberbo, ao ricaço, Tu ocultas

Teu tesouro aos pequenos só revelas

E nos dás contemplar as coisas belas

Teu mistério escondendo a gente “culta”

Ao humilde penitente Tu indultas

E socorres, bondoso, aos aflitos

Da penúria dos pobres ouves o grito

De seus tronos derrubas o tirano

Nos movendo a lutar contra os insanos

Tu perdoas a quem se faz contrito

 

Quinta e Sexta são dias de deserto

A buscar um sinal que nos ajude

A assumir de Jesus a atitude

Ao Domingo estando sempre abertos

Do pequeno a serviço, sempre perto

Nos dispondo a mudar-nos, e ao sistema

Produtor de miséria e fome extrema

Combatendo o furor das distopias

Que a Natura e os humanos avaria

Na Esperança da Páscoa – eis nosso lema

 

João Pessoa, 02 de abril de 2021 (Tríduo Pascal)

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