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ACNUR lança página oficial do time de refugiados nas Olimpíadas

Com o objetivo de compartilhar a trajetória e a participação do time dos refugiados nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) criou uma página oficial que traz conteúdos exclusivos, materiais de apoio e informações atualizadas sobre os atletas: www.acnur.org.br/timederefugiados

Entre julho e setembro, o mundo acompanhará a força, determinação e resiliência dos 35 atletas refugiados e refugiadas que competirão em 12 modalidades nos Jogos de Tóquio.

Anunciadas respectivamente nos dias 8 e 30 de junho pelo Comitê Olímpicos Internacional (COI) e pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), as equipes de Atletas Refugiados Olímpicos e Paralímpicos representarão as mais de 26 milhões de pessoas refugiadas em todo o mundo.

A página será o canal dedicado a contar um pouco da história dos atletas refugiados participantes dos Jogos, contendo um repositório de fotos e informações atualizadas sobre os feitos destes competidores que já eram atletas. Histórias como a de Popole Misenga, judoca congolês que vive no Brasil, e de Yusra Mardini, nadadora síria e Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR, ilustram a página e reforçam a dedicação desse time.

O público também poderá acessar outros conteúdos relacionados à Olimpíada, como o vídeo “A Jornada” e a campanha “Reflexos” do ACNUR. Esta é composta por cinco vídeos em que atletas olímpicos brasileiros e pessoas refugiadas que empreendem no Brasil se conhecem virtualmente e compartilham suas histórias, sonhos e desafios. A série de vídeos já está disponível nos canais oficiais do ACNUR Brasil pelo Youtube Instagram.

“A participação de atletas refugiados nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio nos orgulha pela representatividade de chegarem onde estão, realizando seus sonhos por meio de seus esforços”, afirma o representante adjunto do ACNUR Brasil, Federico Martinez. 

“Essa determinação é muito comum às pessoas refugiadas, atletas ou não, que foram forçados a deixar seus países de origem e buscam reconstruir suas vidas com dignidade. Basta uma oportunidade para mostrarem do que são capazes”, completa.

ACNUR e a prática esportiva – Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio serão o segundo a contar com uma delegação de atletas refugiados. A primeira vez que isso ocorreu foi nos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Brasil, quando 10 atletas refugiados de quatro nacionalidades competiram em quatro modalidades esportivas. Dentre eles, cinco Atletas Refugiados Olímpicos e um Atleta Refugiado Paralímpico participarão dos Jogos pela segunda vez como parte deste time.

Em janeiro de 2020, o ACNUR foi homenageado com a Taça Olímpica por contribuição ao esporte. A organização humanitária segue apoiando atletas refugiados e práticas esportivas como forma de desenvolvimento pessoal e social, sendo um meio propício à inclusão e facilitador do processo de integração de pessoas refugiadas nas comunidades anfitriãs.

“Estas pessoas formam um grupo excepcional que inspira o mundo”, afirma o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi.

“Sobreviver à guerra, à perseguição e à ansiedade do exílio já as torna pessoas extraordinárias, mas o fato de agora também se destacarem como atletas no cenário mundial me enche de imenso orgulho. Isso mostra o que é possível quando as pessoas refugiadas têm a oportunidade de aproveitar ao máximo seu potencial”, acredita Grandi.

Fonte: Nações Unidas – Brasil

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