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ACNUR completa 70 anos de ação humanitária

No próximo dia 14 de dezembro, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) completa 70 anos. Criada em 1950 com 34 funcionários e com a tarefa de solucionar os problemas de refugiados europeus vítimas da 2ª Guerra Mundial, a ACNUR deveria existir por apenas três anos. Mas acabou se convertendo em uma das maiores agências humanitárias do mundo, atualmente presente em 135 países e com mais de 17 mil funcionários.

No Brasil, o 70º aniversário do ACNUR será marcado pelo lançamento de vídeos, podcast e publicações eletrônicas, exposições virtuais e presenciais, campanhas nas redes sociais e o envolvimento de seus apoiadores de alto perfil.

“Desde sua criação, a missão do ACNUR tem sido proteger pessoas forçadas a se deslocar por causa de guerras, conflitos e violações de direitos humanos, provendo assistência humanitária e soluções duradouras para milhões de pessoas ao redor do mundo”, afirmou o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.

As atividades e produtos relacionados aos 70 anos do ACNUR estarão disponíveis na página www.acnur.org.br/70anos. Entre os vídeos a serem lançados está um passeio virtual sobre a operação do ACNUR no Brasil, da fronteira com a Venezuela e as ações na região norte à integração de pessoas refugiadas em outras regiões do país.

Vídeos institucionais contando a história do ACNUR nas últimas sete décadas (um deles narrado pelo jornalista Pedro Bial, Apoiador de Alto Perfil do ACNUR Brasil), sobre o processo de interiorização de venezuelanos para mais de 600 cidades em todo o Brasil e sobre o engajamento do setor privado junto à causa dos refugiados também estarão disponíveis nesta página.

No próprio dia 14, o ACNUR lançará um e-book com sete receitas de pratos típicos elaboradas por pessoas refugiadas da Colômbia, Síria e Venezuela que vivem no Brasil. As receitas enaltecem a história destas pessoas, tendo a empatia como um ingrediente comum.

No mesmo dia, o ACNUR anunciará a atriz Letícia Spiller como sua nova Apoiadora de Alto Perfil no país, se somando ao jornalista Pedro Bial.

Também no próximo dia 14, a página www.acnur.org.br/70anos exibirá a exposição virtual “Refugiarte”, composta por 16 obras de artistas latino-americanos que ilustram o crescente deslocamento forçado na região.

As atividades para marcar os 70 anos do ACNUR ainda incluem, em janeiro de 2021, o lançamento de um guia digital para jornalistas e estudantes de comunicação sobre cobertura humanitária e uma exposição, em parceria com o jornal Folha de São Paulo, focada nas histórias e trajetórias de jornalistas refugiados no Brasil. E as redes sociais do ACNUR, ao longo dos próximos meses, exibirão imagens inéditas dos arquivos de fotos da organização, retratando sete décadas de trabalho humanitário em todos os continentes.

“Considerando o número crescente de pessoas no mundo forçadas a se deslocar em busca de proteção, este não é um momento de celebração. Mas estamos orgulhosos do nosso trabalho dentro das Nações Unidas e nos sentimos privilegiados de servir as pessoas refugiadas, deslocadas internas e apátridas”, refletiu o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas. Para ele, o 70º aniversário da organização “é uma lembrança ao mundo para que enfrente as profundas causas das crises de deslocamento. Apenas uma ação internacional coordenada e vontade política podem resolver novas e permanentes crises”.

Globalmente, o ACNUR promoverá atividades ao longo do próximo ano, quando também serão lembrados dos 70 anos da Convenção da ONU sobre o Estatuto dos Refugiados, que é base do trabalho da agência em todo o mundo. Entre estas atividades estão seminários acadêmicos virtuais, um podcast em língua inglesa e o lançamento de uma edição atualizada da publicação “State of the World’s Displaced” (ainda sem tradução para o português).

“O 70º aniversário do ACNUR também é uma oportunidade para refletir sobre a dedicação dos trabalhadores humanitários do passado e do presente, assim como sobre a resiliência das pessoas refugiadas, que há tanto tempo enfrenta dificuldades e obtém muitas conquistas na sua busca por uma vida digna e com respeito aos direitos humanos”, afirmou o representante do ACNUR no Brasil.

Atualmente, quase 80 milhões de pessoas são hoje refugiadas, deslocadas internas ou apátridas – ou 01 em cada 100 pessoas. Este número dobrou durante a última década. “Estamos determinados a seguir trabalhando e enfrentando novos desafios, como a emergência causada pela COVID-19, para que as pessoas refugiadas, apátridas e deslocadas dentro de seus próprios países tenham assegurados seus direitos e possam reconstruir suas vidas com dignidade”, completou.

O ACNUR já recebeu, duas vezes, o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho humanitário – em 1954 e 1981. Seu trabalho nunca foi tão urgente e necessário. Pobreza extrema, mudanças climáticas e sua interrelação com guerras e violência urbana estão mudando os padrões de deslocamento, tornando as operações da agência mais complexas.

No Brasil, o ACNUR está presente desde 1982, atuando em parceria com o governo federal e demais instâncias do poder público, instituições da sociedade civil, academia e o setor privado para apoiar a resposta nacional às pessoas refugiadas e apátridas. O governo brasileiro estima que cerca de 50 mil pessoas já foram reconhecidas como refugiadas no país, sendo originárias de 55 países diferentes.

“O Brasil tem desempenhado uma importante liderança regional na defesa das pessoas que precisam de proteção internacional, e o ACNUR está feliz por fazer parte desta jornada. Com o apoio decidido de nossos doadores, seguiremos ajudando o poder público e a sociedade civil organizada a proteger, assistir e integrar pessoas refugiadas e apátridas no país”, concluiu o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.

Para mais informações sobre os 70 anos do ACNUR, visite ou fale com as unidades de Informação Pública e Comunicação da agência no Brasil.

 

Fonte: Nações Unidas – Brasil

(10-12-2020)

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