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A força da comunidade

Chegam de fora rumores de guerra, golpe de estado, violência, delinquência, abusos de todo tipo. Um cardápio repetitivo.

Olho para dentro e para perto, e vejo algo diferente. Um sorriso, uma mão estendida, uma palavra alentadora.

Põem-nos ou querem nos pôr para mudar o cenário macro. Deveria mudar, com certeza. Comida para toda a gente, escola acessível, serviço de saúde, emprego, salário, coisa e tal.

Mas o tempo é escasso. A vida não para. O que é que podemos fazer, de fato, para sermos felizes num cenário como este?

Voltarmo-nos para esse interior que sobrevive sob qualquer circunstância. O entorno próximo, em que acontece a vida cotidiana.

As pessoas reais e efetivas: essa pessoa que nos estimula a acreditarmos em nós, aquela outra que nos faz rir e é otimista, uma terceira que somente vê as nossas qualidades.

Comunidade, a vida mais perto. Não estou a pregar uma indiferença ou omissão diante do que se apresenta como mal inevitável. Nada disso.

Não poderia ser tirada uma conclusão mais diametralmente oposta aos meus princípios e trajetória de vida.

O que quero dizer e digo, é o seguinte: no meio a todas as adversidades, existe um espaço interno e próximo. Esse espaço é onde podemos refluir para encontrar forças para seguir adiante.

Por Rolando Lazarte

Doutor em sociologia (Universidade de São Paulo). Mestre em sociologia (IUPERJ). Licenciado em sociologia (Universidad Nacional de Cuyo, Mendoza, Argentina). Terapeuta Comunitário. Escritor. Professor aposentado da UFPB. Membro do MISC-PB Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/

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